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Quase tombei

Quase tombei

Olá pessoal!

O assunto de hoje é esse exatamente esse, sem exagero algum. Muitos não sabem, mas ultimamente, venho trabalhando com entregas apenas na região onde moro, a Baixada Santista, realizando entregas de cimento à granel. Para quem não conhece ou faz tempo que não visita o litoral sul de SP, não está por dentro das inúmeras obras estruturais que a região vem sofrendo afim de melhorar o fluxo de veículos nas vias. Entre as obras está o elevado na Rodovia Imigrantes na cidade de São Vicente, e foi exatamente neste local onde passei o apuro.

Ao se aproximar do elevado, a rodovia faz uma curva fechada, onde se deve ter muito cuidado ao entrar junto com outro veículo. Há algumas semanas, trafegando neste local, ao entrar na curva, fui surpreendido por um veiculo de passeio, que apareceu no retrovisor no momento que eu subia o elevado. Ele estava no ponto cego do retrovisor e, no instante em que o avistei, reduzi a velocidade e para minha surpresa, o veiculo simplesmente não fez a curva, me obrigando a tirar o caminhão da trajetória da rodovia para não bater.

O problema é que, como é uma área de obras, não tem acostamento. Em fração de segundos, me restou apenas usar o máximo de espaço possível e buzinar para chamar a atenção do condutor do carro de passeio.

E nessa de desviar o caminhão do carro, o veiculo ficou instável e forçou uma inclinação lateral, mas no final, tudo correu bem e não aconteceu nada grave para mim tampouco ao motorista do carro.

Depois do ocorrido, comecei a analisar, e lembrei das diversas coisas que já ouvi e li na minha carreira como motorista profissional, entre elas a que: em uma eventual perda de aderência, o carro de passeio derrapa, enquanto o caminhão levanta as rodas do chão. Comprovei esta constatação da pior maneira possível, pois faltou pouco para acontecer comigo.

No final das contas, não passou de um susto e todo este acontecimento serviu para mostrar que caminhão não é brincadeira, pois estamos conduzindo veículos de grandes dimensões onde muitas vezes ultrapassam as 70 toneladas de peso, e que a experiência conta muito, e possuir conhecimento sobre o veículo que está conduzindo é fundamental.

Conhecer o veiculo neste caso foi importante pois, como eu disse acima, entrego cimento à granel, o mesmo é transportado em carretas silos, os conhecidos cebolões. Por conta do desenho que ele é produzido afim de facilitar a descarga do produto, ele acaba tendo o centro de gravidade bem baixo, melhorando sensivelmente sua estabilidade em curvas, se fosse na época que eu cortava o pais com carreta baú, o título acima infelizmente seria diferente.

Todos esses fatores foram fundamentais para que tudo tenha terminado bem, e jamais devemos ter alto confiança e agir perigosamente ao volante.

Se cuidem, e até a próxima.

Wagner Araújo Wagner Araújo – Carreteiro e responsável pelo blog Wagner Caminhões http://wagnercaminhoes.blogspot.com.br/

 

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