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O valor do pedágio nas estradas brasileiras

O valor do pedágio nas estradas brasileiras

A cobrança de pedágio não é uma prática nova. Ela existe no Brasil desde o século XVIII, quando a coroa portuguesa se beneficiava das cobranças nas rotas dos tropeiros. No Estado de São Paulo, desde 2000 existe a cobrança eletrônica, o que permitiu um avanço maior das implantações de praças.

Mas ando me revoltando bastante ultimamente com as condições em que se encontram as rodovias pedagiadas paulistas. Não é simplesmente pelo fato dos altos valores cobrados, claro! Não está fácil lidar com os preços praticados, porém o fato que causa revolta é como anda a qualidade das rodovias.

Entre os acontecimentos que ocorrem de maneira injusta no país, os pedágios ainda tinham a ressalva de manter as rodovias em perfeito estado, com assistência 24 horas e aumento da segurança, ainda por cima mantinham as rodovias do Sudeste no topo das melhores do Brasil, mas não é bem isso que está acontecendo há algum tempo.

Uma coisa unânime entre os caminhoneiros quando entravam no assunto de rodovias concessionadas, eram as boas condições das estradas, a favor ou não do pedágio. Os motoristas sempre reconheceram as vantagens das rodovias em perfeitas condições, pois refletia diretamente na melhora do consumo de combustível e diminuição das manutenções dos caminhões.

Infelizmente o que ando observando hoje, é que juntamente com os outros péssimos serviços oferecidos no Brasil, como internet, telefonia, produtos, entre outros, as concessionárias das rodovias estão cada vez piores.

Hoje, facilmente pode-se cair em um buraco na rodovia logo após passar por uma praça de pedágio. Aconteceu comigo na rodovia Castelo Branco esses dias.

E como se não bastasse, o rodoanel, tão aclamado pelas autoridades e prometido como sendo uma obra sem cobranças, possui diversas praças de pedágio e é atualmente um dos piores trechos com incidência de buracos e deformidades das rodovias.

Aproveito o espaço e peço para as agências regulamentadoras ficarem atentas com estes episódios e, assim, evitem que as rodovias pedagiadas acabem ficando no patamar padrão das prestadoras de serviço do país, cobrando altos valores e entregando péssimos serviços.

Nós caminhoneiros também não podemos ficar inertes. Cobrem, liguem para a ouvidoria dos serviços de atendimentos, mostrem sua indignação, não fiquem com o prejuízo! Só assim teremos chances ainda de reverter este quadro.

Até a próxima.

Wagner Araújo  Wagner Araújo – Carreteiro e responsável pelo blog Wagner Caminhõeshttp://wagnercaminhoes.blogspot.com.br/

 

 

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