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Como funcionam os principais processos de reciclagem?

Como funcionam os principais processos de reciclagem?

E aí, amigos(as)! Nada melhor do que começar 2020 resgatando o assunto que tivemos mais acesso por aqui nos últimos tempos: reciclagem. 

Fim de ano costuma ter muitas festas e comemorações: festa na empresa, Natal e Ano-Novo. Sem falar que, no mês de janeiro, tem férias e reencontro com a família e amigos. E, com isso, acabamos aumentando o consumo de alguns produtos: papéis das embalagens diversas, garrafas de vidro, latinhas de refrigerante e caixinhas de suco, além de muitos outros materiais que são possíveis de reciclar. Por isso, o nosso assunto vai abordar a maneira como a reciclagem é feita e como é feita a separação: o que pode  contribuir com o meio ambiente. 

Antes de respondermos à pergunta que está no título do blog, separamos algumas curiosidades sobre esse tema. Vamos lá?

  • Você sabia que, para reciclar uma tonelada de papel, você economiza 2,5 mil litros de petróleo, 26,5 mil litros de água e evita a derrubada de 17 árvores? 

  • E que, para a produção do papel higiênico, é necessária a derrubada de 27 mil árvores?

  • 95% das informações do mundo continuam sendo armazenadas em papel e a maioria delas nunca é vista mais de uma vez.

  • Reciclar uma única garrafa de plástico pode economizar energia suficiente para manter acesa uma lâmpada de 60W durante seis horas.

  • Cada garrafa plástica leva cerca de 500 anos para se decompor.

  • Agora que você já sabe algumas curiosidades, vamos falar sobre os principais processos de reciclagem!

Os principais materiais recicláveis hoje são metal, vidro, plástico e papel.  

Mas, para cada processo de reciclagem, existe uma operação. 

Como funciona a reciclagem do metal?

Para a reciclagem do metal, é necessário um processo primeiro. Após o descarte em pontos de coleta ou através de catadores, o material chega às empresas que reciclam os materiais. A primeira parte do processo é retirar as impurezas (terra, areia e metais ferrosos) do metal. Depois, é retirada a tinta ou possível verniz da lata, para, aí sim, o metal ser fundido. 

Em forno próprio para a fundição, o metal é derretido, virando líquido. Nessa etapa, ele é laminado, ou seja, transformado em chapa e, consequentemente, em novas latinhas. 

 

Ô lokinho meu!

E o papel? 

O processo de reciclagem do papel pode parecer trabalhoso, mas é bem rápido. Assim que a parte da coleta é realizada, e o material chega à empresa de reciclagem para ser reciclado, ele é cortado em tiras e colocado numa grande panela com água quente. Ali, é necessário misturá-lo bastante para que ele fique pastoso e apenas com celulose.

A próxima fase é retirar o excesso da água e as impurezas. Feito isso, o papel é colocado sobre uma grande tela feita de arame para o restante da água escorrer e ficarem apenas as fibras do papel. Assim que o material seca, ele é prensado por cilindros a vapor e alisado. Com isso, ele está pronto para ser enrolado em bobinas e ser usado novamente. 

Chegou a vez do plástico!

A reciclagem do plástico pode ser feita de duas maneiras : com ou sem a separação das resinas. O primeiro processo com a separação de resinas é bem mais caro, uma vez que requer equipamentos que não são fabricados no país. O resultado dessa técnica é a chamada madeira plástica, usada na fabricação de bancos de jardim, tábuas e sarrafos. 

Já o outro processo, mais comum, inicia-se pela separação dos plásticos conforme sua densidade. Depois, eles são triturados até virarem flocos do tamanho de um grão de milho. Já lavados e secos, os flocos são vendidos às fábricas que confeccionam artefatos de plástico.

 

Por último, o vidro!

Os vidros não são biodegradáveis, ou seja, quando jogados na natureza, permanecem por cerca de 10.000 anos. Muito tempo, né? Por isso, precisam de extrema atenção no seu descarte! Uma boa atitude é separar na sua casa ou trabalho: garrafas de sucos, refrigerantes, cervejas, potes de alimentos, cacos de vidro, frascos de remédios e até perfumes para serem reciclados.

 No caso do vidro, a primeira fase é separar de acordo com a cor. Alguns vidros não conseguem ser reciclados pois precisam de altas temperaturas para fundição, ou seja, derreter, demandando mais energia para esse processo e ocasionando em muito mais gastos. 

Após essa etapa, o material é lavado para que sejam retirados todos os restos de metais, plástico e impurezas. Depois, são triturados até virarem cacos de vidro do mesmo tamanho e misturados com areia e pedra calcária. Com a mistura ainda quente, é jogado um jato de ar quente para ajudar na sua resistência. E, aí sim, estão prontos para serem utilizados novamente!

E como juntar os materiais para reciclagem?

Primeiro, vamos começar falando o que NÃO pode ser reciclado! Se você pensou que pode reciclar clipes e grampos, esponjas e palhas de aço, latas de aerossóis, latas de tintas, vernizes e solventes, latas de produtos tóxicos, como inseticidas e pesticidas, produtos feitos com metais pesados, inclusive pilhas, baterias e tomadas, pensou errado! Fizemos uma listinha abaixo do que não é reciclado.

 

Papéis não recicláveis:

– papel vegetal;

– papel celofane;

– papéis encerados ou impregnados com substâncias impermeáveis;

– papel-carbono;

– papéis sanitários usados;

– papéis sujos, engordurados ou contaminados com alguma substância nociva à saúde;

– papéis revestidos com algum tipo de parafina ou silicone;

– fotografias;

– fitas adesivas e etiquetas adesivas.

 

Plásticos não recicláveis:

– plásticos termofixos, usados na indústria eletroeletrônica e na produção de alguns computadores, telefones e eletrodomésticos;

– plásticos tipo celofane;

– embalagens plásticas metalizadas, por exemplo, de alguns salgadinhos.

 

Vidros não recicláveis:

– espelhos;

– vidros de janelas;

– vidros de automóveis;

– lâmpadas,

– tubos de televisão e válvulas;

– ampolas de medicamentos;

– cristal;

– vidros temperados planos ou de utensílios domésticos.

E as pilhas?

Na hora de separar pilhas e baterias para reciclagem, coloque-as num plástico resistente para que, quando elas forem levadas para o processo de triagem (separadas por marca e tipo), estejam livres de umidade. 

O próximo processo é a trituração, onde as capas das pilhas são removidas e levadas para o processo químico. No processo químico, as pilhas e baterias são submetidas a um processo de reação química em que são recuperados sais e óxidos metálicos. 

E, na última etapa, as pilhas e baterias são inseridas num forno industrial em alta temperatura para ocorrer a separação do zinco. Aí sim o material poderá ser recuperado e reutilizado como matéria-prima na produção de novas pilhas e baterias.

 

Onde entregar os materiais de reciclagem?

Em alguns sites, como o eCycle, você consegue ver os principais pontos de coleta próximos à sua casa, trabalho ou nas estradas. Aplicativos como o Cataki e Movimento Plástico Transforma ajudam a achar geradores e catadores de resíduos, aumentando a reciclagem na sua região. 

 

Por que reciclar é tão importante?

Reciclar é importante porque colabora com a preservação do meio ambiente e ajuda a gerar emprego e renda para os catadores. Por isso, crie o hábito de separar os materiais na sua casa e também no seu trabalho.

Agora, você terá muito mais consciência e cuidado durante o ano! Curtiu o nosso tema? Deixe o seu comentário e fique de olho nos próximos temas!

 

 

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