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Mesmo com dificuldades extremas no Deserto do Atacama, equipe Iveco se mantém na liderança do Rali Dakar 2012

Mesmo com dificuldades extremas no Deserto do Atacama, equipe Iveco se mantém na liderança do Rali Dakar 2012

Avarias causadas por obstáculos naturais reduziram a larga vantagem dos caminhões Iveco na prova. Mas o holandês Gerard De Rooy se recuperou nas temíveis dunas e fechou a sétima etapa, mais uma vez, em primeiro lugar da competição.

 

A sétima etapa do Rali Dakar aconteceu no sábado, dia 7 de janeiro (ontem, domingo, foi dia de descanso para todos os participantes), e foi inteiramente dentro da província de Copiapó, no Deserto de Atacama. Esta etapa, de alta complexidade e perigosas armadilhas naturais, colocou a prova os caminhões Iveco. A equipe Iveco-De Rooy viveu um dia com sentimentos distintos. Alegria pela quarta vitória de Gerard De Rooy nesta etapa e tristeza ante os problemas que levaram o companheiro de equipe Miki Biasion a passar a noite no deserto e a perder importantes posições.

Desta vez, a jornada foi dividida em duas etapas: uma inicial, de 143 quilômetros, com pistas em meio a colinas e cactos e a segunda de 276 km, subindo montanhas de areia onde os participantes chegaram a superar os 1.600 metros de altura.

Salvo o espanhol Pep Vila (Iveco Trakker Evolution II) e o francês Joseph Adua (Iveco Trakker Evolution os outros três integrantes da escuderia que representa oficialmente a Iveco e a Fiat Power Train, não ficaram imunes de sofrer com percalços naturais desta etapa.

O holandês Gerard De Rooy (Iveco PowerStar Strator-Torpedo) perdeu entre 10 e 12 minutos – na metade da etapa – quando foi obrigado a trocar o pneu dianteiro esquerdo avariado em função do atrito com pedras pontiagudas.
O mesmo aconteceu com o piloto italiano Miki Biasion (Iveco Trakker Evolution II).

Ambos lideravam a classificação caíram para abaixo do nono lugar. O campeão do rali em 2007, Hans Stacey (Iveco Trakker Evolution II) foi quem passou a comandar as ações. Mas depois de estourar um pneu, e mesmo com a rapidez na troca, Stacey acabou cedendo algumas posições.

“Viemos bem na primeira parte, mas depois tivemos problemas com avarias provocadas por pedras e isso nos fez ficar empacados entre as dunas. Apesar da perda de tempo finalmente dirigi atrás de outro caminhão, porém acabamos nos perdendo e isso me custou outros 10 minutos”, falou Stacey, que anda no pelotão da frente na categoria “Caminhões”.

Apesar dos contratempos, foi nas dunas onde Gerard De Rooy protagonizou uma escalada monumental que lhe valeu uma nova vitória da etapa. “Pelas características mais robustas de nossos caminhões obtivemos grande vantagem nas dunas em relação aos demais concorrentes!”, dizia o vencedor. “Vimos muitos veículos atolados, mas nós conseguimos atravessar o terreno sem problemas. Todo mundo dizia que teríamos uma desvantagem por conta da frente do caminhão nas dunas, mas não tivemos nenhuma dificuldade quanto a isso. Ficou nítido que foi mais duro para os outros competidores. Estou muito satisfeito, mesmo chegando com outro pneu furado”, confessou o líder da corrida na chegada.

Se as montanhas de areia foram o terreno de recuperação para De Rooy, para seu parceiro de equipe, Biasion, significaram um pesadelo. Ali o italiano viveu sua fase mais critica, inclusive tendo de passar a noite no deserto. O bi-campeão mundial do Rali tinha até as18 horas do domingo para chegar ao acampamento e não ser desclassificado. Com determinação e garra, Biasion chegou a tempo para continuar na prova.

Hoje a corrida continua em direção ao Norte unindo Copiapó a Antofagasta. Serão 477 km de especial e 245 Km de estrada. A oitava etapa será uma das mais longas da corrida com boa parte do terreno em locais perigosos.

Classificação na 7ª etapa
1º DE ROOY (NLD) IVECO 4:20:32
2º LOPRAIS (CZE) TATRA a 03:59
3º KARGINOV (RUS) KAMAZ a 16:32

Classificação Geral após a 7ª etapa
1º DE ROOY (NLD) IVECO 18:05:15
2º LOPRAIS (CZE) TATRA a 17:10
3º STACEY (NLD) IVECO a 33:14

Rali Dakar: Conhecido no início como Paris Dakar e disputado de 1979 a 2007, entre Europa e África, a maior e mais dura prova do automobilismo mundial ocorre sempre no começo de cada ano, com largada no primeiro dia de janeiro e chegada no décimo quinto dia do ano. Desde o ano de 2009 é disputado entre países da América do Sul, devido questões de segurança no antigo trajeto.

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