Top

Iveco Glider: o futuro logo ali, na esquina

Iveco Glider: o futuro logo ali, na esquina

Iveco Glider, caminhão conceito

Iveco Glider, caminhão conceito

Salões de caminhões (ou de automóveis) são sempre palco de novidades ou conceitos futurísticos. Por isso a Iveco não perdeu a oportunidade de mostrar, no IAA – Salão de Hanover, o que a empresa está pensando para o futuro. Falar de futuro, porém, nos remete a muitos e muitos anos a nossa frente. A Iveco, porém, pensa o futuro como algo próximo, num amanhã bastante real. O Iveco Glider, o caminhão-conceito apresentado pela empresa em Hanover, é uma das mais interessantes propostas para este futuro ao alcance das nossas mãos. Ele  reúne em um único projeto, o conceito de maximização do uso do combustível, a diminuição da emissão de poluentes, a melhoria das condições de trabalho, de conforto e de segurança para o motorista.
Giandomenico Fioretti, chefe de inovação tecnológica da Iveco, explica que o conceito nasceu da observação da natureza. “A águia é a ave que voa com o menor esforço. Ela sobe com as correntes de ar e mergulha com precisão para caçar sua presa. Quase não bate as asas. Ela sobe e desce modificando o formato e a abertura de suas asas, com adaptabilidade para o uso econômico da energia. No mundo mecânico, a máquina mais próxima da águia é o planador (“glider”, em inglês). E nos inspiramos num planador para chegar ao nosso caminhão conceito”.

A atenção à aerodinâmica se vê em muitos detalhes. Por exemplo, as entradas de ar na parte frontal se fecham quando o veículo está em alta velocidade, aumentando a facilidade com que ele “corta o ar” enquanto se movimenta. Também foi instalado um piso plano por debaixo dos veículos, como nos carros de fórmula um. O aerofólio superior se adapta (sobe ou desce) de acordo com a velocidade. Com isso, o índice de penetração aerodinâmica (Cx) foi reduzido em muitos pontos. E a cada ponto reduzido, aumenta a economia de combustível.

Quase dois metros quadrados de células solares instaladas no teto podem gerar até 2kW de energia, suficientes para suportar as necessidades de refrigeração da cabine, entre outras aplicações que exigem a energia elétrica (o que acaba por sugar energia do motor). Um sistema de recuperação de calor no sistema de escape produz mais energia, para a movimentação de periféricos do motor como alternador etc, economizando mais combustível. Todas estas pequenas reduções, entre muitas outras, acabam por fazer uma grande diferença no consumo final. “Tudo combinado, o objetivo é alcançar uma economia de 35% a 40% no consumo de combustível e, conseqüentemente, na emissão de poluentes”, diz Fioretti.

Por dentro da espaçosa cabine, ainda mais novidades. O interior do Glider pode ser totalmente reconfigurado em três formatos: estação de condução, escritório, casa. Os bancos do motorista e passageiro são incrivelmente ergonômicos e são giratórios. Assim, podem virar para o lado de dentro, e em combinação com uma mesa desmontável que sai do painel, pode-se ter, em instantes, uma escrivaninha para trabalhar (o painel se destaca e vira um computador!), ou uma mesa para uma refeição confortável (Atrás do banco do passageiro há uma pequena maravilha: um minifogão-pia-geladeira, de modo que o motorista pode cozinhar sua comida).

“Tudo o que se vê no Glider pode ser levado par a produção”, diz Fioretti, cuja função é sempre olhar para o futuro. Quão longe ele olha? “Estamos hoje estudando o bio-combustível produzido a partir de algas marinhas, cultivadas em tanques de baixa profundidade para o crescimento, ou de gás liquefeito, produzido a partir do lixo urbano”, adianta o responsável pela inovação na Iveco. “Sonhar é preciso, e levar a inovação para a realidade é nossa missão”.

Iveco Brasil