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Empresas têm dificuldade de contratar caminhoneiros capacitados

Empresas têm dificuldade de contratar caminhoneiros capacitados

Segundo o SEST/SENAT, em Mato Grosso do Sul, sobra serviço e falta mão de obra qualificada para a função de motorista de caminhão. O déficit chega a 12,3 mil (16% dos 77 mil caminhoneiros do Estado). De acordo com a coordenadora de desenvolvimento profissional da unidade, Ronilda Resende, muitos empresários procuram a entidade, que oferece curso de formação de motoristas, em busca de caminhoneiro qualificados. “Temos relatos de um que tem 150 caminhões e está com quase 20% dos veículos parados”, exemplifica.

Um dos desafios da profissão de caminhoneiro é acompanhar e se adaptar às novas tecnologias dos veículos. Muitos motoristas têm bastante experiência, estão na estrada há bastante tempo, mas, apesar disso, não conseguem conduzir um veículo com equipamentos de alta tecnologia ou não conseguem tirar proveito de todos os equipamentos.

Segundo a Confederação Nacional do Transporte, aproximadamente 40 mil vagas estão disponíveis para motoristas de caminhão em todo país, mas não conseguem se preenchidas pela falta de qualificação. Os interessados podem procurar cursos de profissionalização e atualização como o do SEST/SENAT.

Já o  presidente do Sindicam-MS (Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens em Mato Grosso do Sul), Osny Carlos Belinati, estima que o déficit de profissionais em todo o Estado não passa dos 10% e, ao contrário do que divulga o SEST/SENAT, para ele, a questão não é a qualificação e, sim, os baixos salários oferecidos. Muitas vezes, afirmou, o caminhoneiro prefere trabalhar por conta própria e, por isso, nos cálculos das transportadoras, a falta de interesse reflete em déficit.

Fonte: Revista O Carreteiro e Blog do Caminhoneiro

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