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Caminhão velho impacta transporte rodoviário

Caminhão velho impacta transporte rodoviário

Estudo realizado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), como parte do Programa Despoluir, calcula que um caminhão com mais de 17 anos roda 24% a menos em relação aos mais novos. Da mesma forma, o faturamento dos antigos é 30% menor em relação a um veículo com um ano de uso. Segundo o diretor da RLV, consultoria especializada em transporte rodoviário, Lauro Valdívia Neto, “caminhão velho gasta mais combustível, gera mais custo com peças e manutenção, fatura menos e, portanto, tem menor produtividade”.

Reportagem publicada pelo Valor Econômico alerta para os prejuízos causados pela frota de veículos velhos no transporte rodoviário do país. Os caminhões brasileiros têm, na média, 16 anos de uso, o dobro do que é considerado ideal por especialistas. A média aumenta para entre 21 e 22 anos em mais de 60% da frota de veículos comerciais, operados por profissionais autônomos. No detalhamento dos cálculos para chegar à média, observa-se que o Brasil convive, atualmente, com 185 mil caminhões com mais de 30 anos.

Os impactos para a produtividade da atividade são enormes, com atrasos de entrega, reorganização de cronogramas, perda de receita, além do aumentio do trânsito e da poluição e o aumento do número de acidentes, uma vez que não raras vezes os problemas mecânicos dos caminhões velhos têm relação direta com as ocorrências.

A necessidade de renovação da frota de caminhões no Brasil é indiscutível. Os veículos saídos da fábrica trazem tecnologias de emissões limpas, que vêm sendo incorporadas pelas fabricantes desde o início da década de 90, a partir de exigências do Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve), do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). Feito nos moldes do programa europeu de controle de emissões veiculares, o Proconve para veículos pesados está na fase 7 desde o início de 2012, o que significa que eles emitem 87% menos de monóxido de carbono (CO), o vilão do efeito estufa, além de reduções entre 81% e 95% de outros gases nocivos à saúde.

Fonte: Valor Econômico

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