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A nova classe média e a sustentabilidade

A nova classe média e a sustentabilidade

Pesquisa da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) investiga o que a nova classe média pensa sobre sustentabilidade. Com o aumento de renda e acesso a crédito e bens de consumo, estima-se que mais de 30 milhões de pessoas deixaram a linha da pobreza no Brasil. Agora pesquisadores querem entender como essa parcela da população, que vive a festejada conquista de poder consumir mais, encara o discurso de sustentabilidade, que diz que o consumo deve ser controlado.

Segundo a pesquisadora Izabelle Vieira, da UFRRJ, o objetivo é conhecer as práticas reais e entender como esse grupo percebe as questões de consumo sustentável. A dificuldade começa na definição do grupo a ser estudado. O conceito de nova classe média é novo e não há consenso sobre isso entra a comunidade acadêmica. Para muitos pesquisadores, não é possível ainda dizer que surgiu uma nova classe no Brasil. Para fazer a pesquisa, Izabella considerou como “nova classe média” o grupo social que estava na base da pirâmide e experimentou grande incremento de renda na última década, com aumento do salário mínimo, emprego e acesso ao crédito. São famílias que hoje possuem renda mensal entre R$ 1.000 e R$ 5.000 e que vivem nas periferias das grandes cidades.

O estudo ainda não está completo, mas os resultados iniciais mostram que o consumo sustentável não é prioridade para essas famílias, e que as questões ambientais são percebidas como distantes da realidade, mais associadas à ideia de proteção de florestas e rios e não com o dia a dia das grandes cidades.

Isso não quer dizer que o assunto seja completamente ignorado. As pessoas enfatizam os problemas da comunidade, especialmente a questão do lixo. Além disso, as famílias da nova classe média mostram alguns comportamentos considerados sustentáveis, como economizar água e apagar as luzes ao sair dos quartos. Mas a motivação não é ambiental, é econômica.

Um dos resultados desse pensamento é que a nova classe média não se vê como o sujeito, como os autores do comportamento sustentável. Diferentemente do que prega o movimento ambiental, que defende que cada pessoa pode agir para melhorar o mundo, a nova classe média, segundo a pesquisa, parece acreditar que quem deve agir são os governos, empresas e ONGs. Também há dificuldade em saber o que cada um pode fazer. “Não está claro para as pessoas o que elas podem fazer pelo meio ambiente”, diz Izabelle.

Um dos compromissos da Iveco é com a sustentabilidade, por meio do Programa Próximo Passo. Saiba como você pode contribuir com um mundo mais sustentável no site www.proximopassoiveco.com.br.

Com informações da revista Época.

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